A temporada 2026 da Formula One começou neste fim de semana com o Grande Prêmio da Austrália, realizado em Melbourne, e marcou também o retorno da Ford à principal categoria do automobilismo mundial. A montadora volta ao grid em parceria com a Oracle Red Bull Racing, em um momento que inaugura uma nova fase tecnológica do esporte.

A nova temporada traz mudanças importantes no regulamento, com carros mais leves e a evolução dos sistemas híbridos de propulsão. Para a Ford, o retorno à Fórmula 1 representa mais do que uma nova etapa esportiva: é a retomada de uma trajetória histórica dentro da categoria, onde a marca construiu parte de seu legado no automobilismo.

Ao longo das décadas, a empresa esteve associada a alguns dos maiores nomes da história da Fórmula 1, incluindo Michael Schumacher, Graham Hill, Jackie Stewart e Jim Clark. Mesmo após mais de duas décadas fora da categoria, a fabricante segue entre as mais bem-sucedidas no fornecimento de motores, agora com a estrutura da Red Bull Ford Powertrains.

Segundo Will Ford, gerente geral da Ford Racing, o momento coincide com a expansão global da Fórmula 1.

“Pertencemos à Fórmula 1 e agora é o momento de trazer o Oval Azul de volta ao maior palco do automobilismo, em uma fase em que o esporte alcança novos níveis de popularidade em todo o mundo”, afirma.

Novo ciclo dentro e fora das pistas

A parceria com a Red Bull também coloca a Ford ao lado de um dos elencos mais observados do grid. O time inclui o tetracampeão mundial Max Verstappen e o britânico Arvid Lindblad, estreante de 18 anos que já possui Superlicença da FIA, embora ainda não tenha habilitação de motorista para condução em vias públicas.

Completam o grupo o francês Isack Hadjar e o neozelandês Liam Lawson, ampliando o foco da equipe em uma nova geração de talentos.

Corridas como laboratório tecnológico

Para a Ford, a presença no automobilismo segue sendo parte central de sua estratégia de desenvolvimento tecnológico. Em 2026, a marca participa de 34 séries diferentes ao redor do mundo, passando por competições como o Dakar Rally, a NASCAR e o FIA World Endurance Championship, que inclui a tradicional corrida de 24 Hours of Le Mans.

Segundo Will Ford, as pistas funcionam como um campo de testes essencial para a evolução dos veículos da marca.

“A Ford Racing é o nosso laboratório definitivo. O que aprendemos nas corridas não fica na pista. Para nós, vencer não significa apenas cruzar a linha de chegada primeiro, mas descobrir novas maneiras de tornar nossos produtos ainda melhores para os clientes”, diz.

Ao voltar à Fórmula 1 em uma fase de transformação tecnológica do campeonato, a Ford reforça a aposta no esporte como plataforma de inovação — e como vitrine global para o futuro da mobilidade.

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