Durante a Copa do Mundo de 2026, sempre que sua escala na cobertura oficial da CazéTV permitia, Fernanda Gentil saía dos estúdios e entrava ao vivo novamente, desta vez em seu próprio canal no YouTube. Com uma mochila TVU nas costas e guiada pelas mensagens do chat, ela percorria as ruas de Nova York mostrando aos espectadores uma visão espontânea e interativa da vida real.
Essa cobertura ganhou mais um capítulo dentro da “Livezinha”, a live que Gentil já faz periodicamente em seu canal, duas vezes por semana, direto de seu estúdio. Durante a Copa, o formato ganhou uma versão itinerante, ao vivo, pelas ruas de Nova York.
Sem roteiro, total liberdade, e sem uma estrutura tradicional de transmissão. Apenas Gentil, uma mochila TVU com conexão agregada e o público que quisesse acompanhá-la por bares lotados de torcedores, ruas tomadas após o apito final e lugares escolhidos, em tempo real, pelos próprios espectadores.
No YouTube, onde reúne mais de 300 mil inscritos, Fernanda Gentil passou a compartilhar transmissões IRL e conteúdos sobre sua rotina durante a Copa, ampliando a experiência das lives por meio de cortes, shorts e vídeos publicados posteriormente no canal.
A percepção por trás do projeto
Gentil percebeu como o público vinha consumindo conteúdo: ao vivo, pelo celular, sem filtros e em uma conversa direta com quem está do outro lado da tela. Em vez de esperar que alguém lhe propusesse um novo formato, decidiu ocupar esse espaço por conta própria, sem abandonar o trabalho na televisão que consolidou sua carreira.
Ela identificou um interesse dentro da própria comunidade e começou a testar o formato antes mesmo de receber qualquer orientação nesse sentido. Seus seguidores e os resultados alcançados pelas transmissões ajudaram a confirmar que havia uma audiência disposta a acompanhá-la também fora da cobertura tradicional.
Como ela fez
O formato reúne algumas das características que mais atraem audiência atualmente: mobilidade, espontaneidade, interação e participação em tempo real.
Gentil não estava gravando uma reportagem estática diante de um tripé. Ela caminhava ao vivo por ambientes imprevisíveis, cercada por pessoas e torcedores de diferentes países. Em vez de apenas falar para o público, conversava com ele, lia mensagens, respondia a comentários e seguia sugestões enviadas pelo chat.
Foi assim, por exemplo, que entrou em um bar repleto de torcedores de Cabo Verde para acompanhar a partida da seleção contra a Espanha.
Ao vivo, móvel, pessoal e interativo ao mesmo tempo, o formato reproduz o tipo de conteúdo que vem atraindo grandes audiências em diferentes plataformas. Gentil, porém, acrescentou um elemento que poucos criadores possuem: a experiência, a apuração e o olhar editorial de uma jornalista em atividade.
A tecnologia por trás da operação foi uma mochila TVU One IRL, equipamento também utilizado por criadores como iShowSpeed e Kai Cenat em transmissões ao vivo realizadas em movimento.
A solução combina diferentes conexões de internet em um único sinal, permitindo que uma única pessoa transmita vídeo com qualidade profissional em meio a ruas e multidões, sem caminhão de produção, equipe técnica ou câmera fixa.
A conexão permaneceu estável enquanto Gentil circulava por áreas movimentadas de Nova York, permitindo que ela concentrasse sua atenção nas pessoas, nas histórias e na interação com o público, e não na qualidade do sinal.
"O IRL é literalmente isso: in real life, na vida real. É um formato pelo qual sou apaixonada porque não depende de uma grande produção nem de uma estrutura enorme. Pelo contrário: ele foi feito para ser móvel. Eu posso estar dentro de um bar agora, sair para a rua no minuto seguinte e continuar ao vivo. O grande diferencial é que consigo fazer isso com muita estabilidade e tranquilidade, então posso me preocupar apenas em contar a história e conversar com quem está assistindo. E a live não termina quando acaba a transmissão. Ela continua rendendo cortes, shorts e conteúdos para as minhas redes sociais. É um formato que se retroalimenta e continua vivo muito depois do ao vivo", explica Fernanda Gentil.
Na prática, a tecnologia permitiu que Gentil produzisse uma cobertura altamente móvel sem abrir mão da estabilidade da transmissão, transformando cada live em uma fonte contínua de conteúdo para YouTube e outras plataformas sociais.
Uma porta que continua se abrindo
Durante décadas, a cobertura ao vivo fora dos estúdios esteve associada a caminhões, grandes equipes, enlaces e estruturas complexas. Essa infraestrutura vem se tornando mais compacta há anos e, hoje, já pode caber nas costas de uma única repórter.
O TVU Go, aplicativo de streaming IRL da TVU Networks para iOS e Android, reduz ainda mais essa barreira. O aplicativo leva a conectividade agregada e a estabilidade das transmissões profissionais para um smartphone comum, utilizando o mesmo protocolo ISX presente nos equipamentos profissionais da empresa.
A tecnologia já permite que profissionais contem histórias ao vivo, diretamente de onde elas acontecem, sem depender de grandes estruturas.
