O Nosso Camarote consolidou-se, nos últimos anos, como um dos espaços mais disputados da Marquês de Sapucaí. Em meio à transformação do Carnaval em vitrine global de marcas e criadores de conteúdo, o camarote deixou de ser apenas um ponto de observação privilegiado dos desfiles para se tornar uma plataforma estruturada de experiências, ativações e influência cultural.
À frente da operação, o CEO Santiago Vieira atribui essa mudança a uma estratégia construída de forma gradual. “Esse é um processo que o Nosso Camarote vem conduzindo desde 2018, sempre numa posição de vanguarda e com respeito ao principal objeto de entretenimento da Sapucaí: as escolas de samba. São elas que atraem atenções do mundo inteiro, começando pelo público e chegando até as marcas e os creators. O que oferecemos é uma experiência capaz de reunir esse público em torno da escola, com opções que complementam a festa como em nenhum outro espaço do Sambódromo. O investimento é em curadoria, narrativa e entrega. Tudo para criar uma atmosfera de pertencimento, relevância e impacto cultural.”
A fala ajuda a entender o posicionamento adotado pelo camarote: reforçar que o centro do espetáculo continua sendo o desfile das escolas, enquanto o espaço atua como extensão da experiência. Essa lógica tem sido fundamental para atrair marcas interessadas não apenas em exposição, mas em ações que dialoguem com o público presente e com a audiência digital que acompanha o evento.
Em 2026, o portfólio de patrocinadores inclui empresas como Ambev, PicPay, Red Bull, Diageo, BYD, Caixa Economica Federal, Schutz e JBS, entre outras. A presença de diferentes setores evidencia o apetite do mercado por projetos que combinem entretenimento, hospitalidade e geração de conteúdo.
Segundo Santiago, o trabalho com os parceiros faz parte da construção conjunta das ativações. “Trabalhamos junto às marcas para construir ativações que deixem uma marca no público e, consequentemente, em quem está criando conteúdo. Nesta temporada de 2026, além da tradicional personalização dos abadás (via Hering), teremos também tênis customizados (Schutz). É um exemplo de como a experiência avança cada vez mais a partir da criatividade dos parceiros. Outro é um transfer que PicPay está oferecendo para seus clientes, que podem se cadastrar durante o evento. Esse mesmo espírito permeia a relação do Nosso com todos os players.”
O modelo reflete uma mudança mais ampla no mercado publicitário durante o Carnaval. Se antes a prioridade era a visibilidade física na avenida, hoje a amplificação digital tornou-se parte central da estratégia. Criadores de conteúdo passaram a desempenhar papel relevante na circulação das narrativas produzidas na Sapucaí, expandindo o alcance do evento para além das arquibancadas.
Para o executivo, no entanto, essa presença não altera o protagonismo do desfile. “O papel central é e sempre será das escolas de samba. Os creators chegam para somar e amplificar o potencial de comunicação do espetáculo, que merece ser projetado cada vez mais para o mundo. Somos todos uma ponte para que entre o que acontece na Apoteose reverbere mais e mais. Quem cria também ajuda a contar histórias, valorizar a cultura e expandir o alcance do evento sem perder a essência dele.”
A estratégia de expansão da marca também ultrapassou os limites do Carnaval carioca. Em 2025, o projeto esteve na Sapucaí e ganhou uma edição no Autódromo de Interlagos durante a Fórmula 1, movimento que sinaliza a ambição de posicionar o Nosso Camarote como plataforma itinerante de hospitalidade premium e conexão entre marcas e entretenimento.
“Chegamos a essa temporada após movimentos muito bem-sucedidos em 2025, com a Sapucaí em fevereiro e a expansão para o Autódromo de Interlagos durante a Fórmula 1 em novembro. O plano é alçar novos voos este ano também. E, claro, sempre tendo marcas e creators com a gente nessa jornada. Sem esquecer do público: a experiência é voltada para eles.”
Ao reforçar o desfile como eixo central e, ao mesmo tempo, estruturar um ecossistema de ativações, conteúdo e relacionamento, o Nosso Camarote busca consolidar seu espaço não apenas como ponto de encontro na Sapucaí, mas como ativo estratégico dentro da economia da experiência que hoje redefine o Carnaval brasileiro.

