Se a pergunta é “onde um creator deveria publicar seus vídeos curtos?”, a resposta continua sendo: depende. Mas um novo levantamento ajuda a entender do quê.

A Metricool analisou 6.177.375 vídeos publicados por 375.462 contas ao redor do mundo, comparando o desempenho de conteúdos curtos no Instagram, TikTok e YouTube. Os perfis foram divididos por tamanho, dos que possuem menos de 2 mil seguidores aos que ultrapassam 1 milhão.

O resultado geral coloca duas plataformas em posições bastante diferentes: TikTok é território de alcance; Instagram, de conexão.

Na média, um vídeo no TikTok alcançou 32,9 mil visualizações, contra 23,1 mil no Instagram e apenas 5,3 mil no YouTube. Ou seja, os vídeos do TikTok registraram aproximadamente 46% mais views que os Reels no período analisado.

Só que alcance não conta a história inteira.

Instagram perde em views. E ganha na conversa

Quando entram em cena indicadores ligados à interação, a disputa muda. O Instagram apresentou engajamento médio de 4,30%, acima dos 3,67% do TikTok e 1,85% do YouTube. Reels também tiveram, em média, mais comentários e compartilhamentos que os concorrentes.

A diferença aparece com ainda mais força em algumas faixas de creators.

Entre perfis de 10 mil a 100 mil seguidores, por exemplo, o TikTok continua à frente em visualizações: são cerca de 31,8 mil contra 23,4 mil do Instagram. Mas os Reels registram mais interações totais, além de aproximadamente três vezes mais compartilhamentos: 235 contra 80 por publicação.

Para quem ainda está começando, porém, o TikTok apresenta uma vantagem importante. Contas com menos de 2 mil seguidores alcançam, em média, cerca de 2,4 mil visualizações por vídeo, contra 1,5 mil no Instagram e 1,3 mil no YouTube.

Na leitura da Metricool, isso indica uma capacidade maior de entregar visibilidade mesmo antes da construção de uma audiência robusta.

E o YouTube Shorts?

Aqui está talvez a notícia menos confortável para a plataforma: Shorts ficou atrás dos concorrentes em todos os principais indicadores gerais analisados pelo estudo.

Isso não significa, evidentemente, que creators devam abandonar o formato. O próprio levantamento trata o Shorts como uma plataforma que ainda busca ganhar terreno nessa disputa. Além disso, olhar apenas para médias não considera particularidades como nicho, objetivo, audiência e estratégia de cada criador.

E talvez seja justamente essa a principal mensagem do relatório.

Não existe necessariamente uma rede vencedora para todos os creators. Existe uma rede mais adequada para aquilo que cada creator quer conquistar.

Quer alcance e descoberta? Os números favorecem o TikTok. Quer estimular compartilhamentos, comentários e uma relação mais responsiva com a audiência? O Instagram ganha força. E, para contas gigantes, com mais de 1 milhão de seguidores, a disputa fica ainda mais equilibrada: o Instagram chega a superar o TikTok em visualizações, enquanto o TikTok lidera em interações totais.

Para creators e marcas, portanto, talvez a pergunta para 2026 não seja mais “qual plataforma é melhor?”, mas “melhor para quê?”.